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Luiz Felipe Pondé
Um dos pensadores mais provocativos e influentes do Brasil contemporâneo
Luiz Felipe Pondé é doutor em filosofia pela FFLCH da USP com pós-doutorado pela Universidade de Tel Aviv, em Israel.
É professor da FAAP, diretor do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da PUC-SP, colunista da Folha de S. Paulo, apresentador do programa Linhas Cruzadas da TV Cultura e autor de mais de 20 livros.
Com mais de 15 cursos online e 2,5 milhões de seguidores em suas redes sociais, é um dos palestrantes mais renomados do país, sempre abordando seus temas de forma diferenciada e ignorando clichês motivacionais geralmente aplicados em palestras do tipo.
Capaz de provocar reflexões profundas enquanto cativa o público e convida a repensar crenças e valores; além das palestras proporcionarem visão única sobre a vida e sociedade contemporânea, seu objetivo maior sempre é instigar o público a entender as complexidades que unem filosofia com cotidiano.
Seu amplo conhecimento sobre diversos temas o torna um dos mais interessantes pensadores brasileiros e uma das melhores escolhas para eventos que, de fato, busquem experiência profunda e esclarecedora.
Sobre a Mentoria:
Em tempos de mudanças rápidas e desafios complexos, empresários, diretores e empreendedores buscam mais do que respostas prontas: precisam de uma perspectiva crítica.
Pensando nisso, Pondé oferece uma mentoria sob medida, desenhada para explorar inquietações e repensar estratégias em profundidade.
Com sua trajetória como filósofo, autor, pesquisador, educador e palestrante, constrói uma experiência única onde questões contemporâneas se encontram com uma visão crítica e autêntica.
O formato é flexível, podendo ir de uma única sessão a programa estruturado conforme demanda.
Cada mentoria é uma experiência exclusiva, pensada inteiramente para atender às necessidades e particularidades do case.
Sobre o Podcast Dirty Job:
Um podcast que tem o compromisso de falar a verdade acima do bem e do mal, por Luiz Felipe Pondé e Gabriela Tessitore.
Sobre o Podcast Pondecast:
Com mais de 70 episódios em três temporadas, te convida para conversas sobre questões do efêmero, assim como o vento que passa, que um dia tem sua importância e no outro já não tem mais.
Afinal, o jornal de hoje é papel que irá embrulhar peixe amanhã.
Diálogos com questões que atravessam nosso dia a dia em repertório profundo e consistente, atrelado a filosofia e ciências humanas em geral.
Temas dos Cursos:
• Censura Líquida
Vamos discutir um tema familiar para muitos – censura –, mas sob um conceito menos conhecido: a censura líquida.
Inspirado no conceito de "liquidez" de Zygmunt Bauman, este tipo de censura difere da censura sólida tradicional associada a regimes autoritários.
• Ansiedade Contemporânea
Pondé trata de uma ansiedade de base sociológica, muito ligada à experiência da busca pelo controle e pela necessidade de fazer escolhas.
Junto dela, o próprio tempo que conhecemos foi acelerado de forma brutal, principalmente com a ascensão da lógica capitalista burguesa dos últimos trezentos anos e atual presença das redes sociais, marcadas profundamente por teor ansiogênico.
• Jovens de Hoje
Pondé relaciona a juventude atual com o que chama "mercado da saúde mental", visto que novas gerações são marcadas por nítido sofrimento psicológico.
Esse "mercado" passou a se comportar como commodity e contar com presença constante de diagnósticos médicos e profissionais especializados.
Tal cenário, portanto, faz com que a excessiva preocupação dos pais desses jovens entre em conflito com as escolas que estudam, que acabam tendo que fazer tudo para apenas deixá-los felizes, quando na verdade, essa nunca foi a real intenção da instituição de ensino.
• Filosofia Antiga: Os Filósofos que me Formaram
Filosofia antiga é fundamento de toda filosofia; muitos acham que filosofia ocidental é nota de rodapé da obra de Platão.
Para conhecer filosofia antiga é necessário percorrer um percurso básico: a passagem do mito a tragédia da filosofia, pré-socrática, sofística, virada antropológica socrática, criação da metafísica em Platão e Aristóteles e grandes escolas antigas: estoicismo, epicurismo e ceticismo.
Mas para começar qualquer percurso de filosofia é necessário se perguntar o que é filosofia e seus usos, por onde começaremos o nosso curso.
É pela Grécia que começará a contar pra vocês quais filósofos lhe formaram.
Temas das Palestras:
• Quais Perguntas Fazer para o Século 21
O século 21 exige olhar mais atento sobre quais perguntas ainda fazem sentido.
Em meio a transformações políticas, tecnológicas e culturais que reconfiguram a experiência humana, questionar tornou-se forma de diagnóstico do nosso tempo.
Propõe-se um exercício de reflexão sobre os rumos da humanidade: A democracia como conhecemos acabará? O conceito de insanidade mental dará lugar ao de psico-diversidade?
O marketing tomará o lugar da psicologia e da sociologia? A polarização será superada? Se ainda existir ciência política, descobriremos que ninguém nunca votou conscientemente?
Os conflitos religiosos voltarão? As perguntas que hoje nos inquietam são o espelho do tempo em que vivemos.
• Liderança no Século XXI
A liderança no século 21 enfrenta desafios sem precedentes, exigindo uma abordagem cada vez mais consciente e empática.
À medida que líderes buscam construir um futuro positivo, torna-se essencial que vão além dos resultados e compreendam profundamente dinâmicas humanas e sociais que moldam o ambiente de trabalho.
A forma como lidam com questões como burnout, boreout, autenticidade e compromisso com valores sociais será determinante na construção de legados que serão julgados — e lembrados — pelas gerações futuras.
O que será observado no século 22 será, em grande parte, o reflexo das escolhas feitas hoje.
• O Impacto da Inteligência Artificial nas Relações
O impacto da inteligência artificial nas relações humanas é profundo e multifacetado.
À medida que nos adaptamos a nova realidade, torna-se essencial promover diálogo aberto sobre desafios e possibilidades que a IA nos impõe.
Buscar um futuro em que a tecnologia complemente — e não substitua — as interações humanas será decisivo para que não apenas sobrevivamos, mas prosperemos em um mundo cada vez mais digital.
• Por que as Pessoas Estão Resistentes a se Adaptar às Novas Tecnologias?
A resistência à adoção de novas tecnologias reflete preocupações legítimas diante de um mundo cada vez mais digital.
Adaptar-se às inovações não é um processo uniforme — e, muitas vezes, recusar ou adiar essa adaptação é resposta racional a mudanças percebidas como ameaçadoras.
Questões como privacidade, segurança e sentido de ser humano em contexto automatizado exigem debate aberto, empático e realista.
Compreender essa resistência é essencial para que a incorporação da tecnologia ocorra de forma consciente e equilibrada, reconhecendo que desconforto diante do novo é parte natural da experiência humana.
• Comunicação na Era Digital
Na era digital, a comunicação enfrenta desafios que afetam profundamente as relações humanas.
Superficialidade, desinformação e polarização comprometem confiança e diálogo, enquanto a pressão por velocidade e conectividade constante gera ansiedade e desgaste emocional.
Apesar das oportunidades que a tecnologia oferece, seu uso indiscriminado pode acentuar a desconexão entre as pessoas.
Diante disso, como equilibrar a conveniência das ferramentas digitais com a urgência de relações mais autênticas e significativas?
• A Era da Ansiedade
A modernidade é caracterizada por processos de controle em vários níveis da vida: trabalho, afetos, saúde, estética, política e técnica.
E a sensação de que nossos mecanismos de controle vão entrar em colapso causa a inundação de uma ansiedade social que caracteriza a vida contemporânea.
• Os Desafios da Mudança
Com as mudanças atuais, enfrentamos desafios como colapso do paradigma motivacional, perda de privacidade devido à ciência de dados e redes sociais, desorganização da democracia online, baixa natalidade e alta longevidade, redução da idade de aposentadoria, desafios dos jovens na transição para vida adulta e diminuição da vida sexual.
Empresas são reconhecidas como agentes sociais, indicando o fim da era do lucro único. a pandemia ensinou lições sobre tecnologia, humanidade e o conceito de "progresso".
• Novos Formatos de Trabalho e Flexibilidade
A revolução digital e transformações nas formas de trabalho têm reconfigurado profundamente a dinâmica laboral, com destaque para o fenômeno do neo-nomadismo digital.
Esse novo estilo de vida permite que indivíduos trabalhem remotamente de qualquer lugar do mundo, utilizando tecnologia para conquistar mais liberdade em suas rotinas.
No entanto, essa flexibilidade traz desafios que merecem atenção.
Resta a pergunta: Como criar ambientes de trabalho que não apenas garantam liberdade, mas também promovam conexões humanas significativas e verdadeiro senso de pertencimento?
• Impacto das Mídias Sociais
A instabilidade política, saturação da informação, perda da privacidade e marketização da vida são alguns impactos trazidos pelas mídias sociais em nossa sociedade.
Impactos capazes de produzir medo na geração millennial, que teme o mundo do trabalho, afetos, sexo, família e perda da saúde mental, levando a forte insegurança com relação ao futuro do mundo e medo de se investir na vida.
• A Doença da Saúde Total no Futuro
Trata-se de uma das maiores fronteiras do capital no século 21. Pessoas em geral, especialmente jovens, estão diagnosticadas e medicadas.
Instituições como famílias, escolas, universidades e empresas serão cada vez mais dependentes de profissionais da saúde mental.
Com isso, o risco de oportunismo e baixa qualidade do mercado será cada vez maior.
• Educação e seus Limites: Como Estão os Jovens?
Baixo investimento da sociedade e estado, baixo valor social do professor, ausência de horizontes, invisibilidade e longa duração até se atingir resultados.
O mundo virtual traz consequências que impactam a vida real nos dias atuais e vão impactar no futuro.
Além disso, a convergência entre online e o offline - acelerada pela pandemia - borra os limites da vida privada, pública e profissional, enquanto a política se dissolve nas relações virtuais e enfraquece instituições sociais nos mais variados níveis.
• Ética
Conhecida como a ciência dos valores e das virtudes, é mais arte do que teoria.
Valores são construções sociais, não individuais, e na era contemporânea destacam-se eficácia, agilidade, produtividade e mudanças nos estilos de vida. Lidar com essas ambivalências torna-se crucial.
A liderança será definida pela capacidade de preservar o lado positivo desses valores sem comprometer o bem-estar e a humanidade nas relações de trabalho e pessoais.
Num mundo onde fronteiras entre trabalho e vida pessoal são nebulosas, quem liderará esse processo com sucesso?
• O Futuro da Sociedade
Se quer aprender a pensar o futuro próximo de forma consistente e sem presença de gurus, basta olhar para materiais que compõem um certo fenômeno social e ver se eles tendem, ou não, a mudar.
Caso não haja tendência de mudança, o fenômeno tampouco mudará. pensar no futuro, no final das contas, é ter método e não adivinhação.
• Envelhecimento como Paradigma
O jovem está em extinção devido às quedas drásticas de natalidade. Logo, o futuro deverá ser mais solitário e com maior expectativa de vida.
Neste contexto, o ser humano deverá procurar ainda mais pelo sentido das coisas, enquanto convive com a inteligência artificial em seu lazer, afeto e trabalho.
• Emancipação Feminina e Aumento da Procura por Reprodução Assistida
Emancipação é o estágio em que alguém se torna autônomo e responsável por sua vida.
No contexto das mulheres, isso se reflete em sua entrada no mercado de trabalho, na política e nas universidades, além de maior liberdade sexual e controle sobre sua reprodução.
No entanto, como todo protagonista, a emancipação também traz solidão, aumento de responsabilidades, estresse competitivo no trabalho e desafios emocionais, caracterizando mais um clichê da modernidade.