COMPROMETIMENTO E RESPONSABILIDADE NO TRABALHO

Nas empresas brasileiras é comum encontrar indivíduos que insistem em levar o pensamento tô nem aí para o trabalho. Tô nem aí com a qualidade do serviço prestado, tô nem aí com o uniforme da empresa, tô nem aí com a organização de meu espaço de trabalho, tô nem aí para a satisfação do cliente e etc. Isso revela a falta de comprometimento e a ausência do senso de responsabilidade naquilo que fazem.

Certa vez, durante uma palestra para mais de 250 servidores públicos, pedi que todos refletissem sobre o comprometimento no trabalho, e que dessem uma nota de 0 a 10 para avaliarem sua dedicação pessoal. O exercício era individual e ninguém precisaria se expor. Porém, um participante ficou de pé e pediu a palavra. Fui até ele e entreguei o microfone. Ele disse diante de todos os colegas que ali estavam: Sr. Cersi, eu não sou comprometido no trabalho. A nota máxima que eu atribuo para meu comprometimento é 4 . E ele continuou: há muito tempo esperamos um espaço de trabalho melhor, um salário melhor, por esse motivo não sou comprometido no trabalho .

Em seguida, agradeci a participação dele, retornei ao palco e alertei a todos que, não devemos ficar esperando que as condições externas se tornem favoráveis para agirmos com qualidade.

– Como fica a sua consciência ao colocar a cabeça no travesseiro antes de dormir, pensando tô nem aí ?

– Quais valores nós estamos ensinando para nossos filhos, se diante dos limites que temos, ao invés de enfrentarmos de forma inteligente, ficamos esperando o mundo mudar para depois nos dedicarmos?

Em seguida, enfatizei que comprometimento é uma questão de responsabilidade, ou seja, ser responsável significa ser aquele que responde por algo, é estar consciente de seu papel e de suas obrigações, independente do cargo, tarefa ou empresa.

Obviamente que as empresas precisam proporcionar um ambiente agradável para o trabalho, possibilitando condições para que as pessoas se sintam bem no que fazem. Os líderes também devem ser participativos, empáticos, dar apoio sempre que necessário, treinar e ser suporte para as equipes. Nenhuma melhoria ocorre nas empresas se não houver uma mudança positiva nas atitudes dos líderes. Quem está na liderança precisa se sentir responsável pelo sucesso de seus colaboradores.

Se você fez a escolha de trabalhar na profissão que está hoje, então seja um profissional responsável, foque na qualidade do que faz e não fique pensando se o outro não faz, eu não vou fazer , ou o dia que melhorar isso, ou aquilo, aí sim começarei a me dedicar . Os profissionais de sucesso sempre dão a melhor resposta diante das piores adversidades, assim como um jogador de futebol que, para ser convocado à seleção brasileira ele não deve esperar a convocação cair do céu, mas deve mostrar seu talento, na prática, fazendo o seu melhor a cada dia.

Portanto, se o seu objetivo é se destacar profissionalmente, tenha como marca forte o comprometimento, reconheça a importância de seu papel e nunca esqueça que o maior responsável pelo seu sucesso profissional é você mesmo.

CERSI MACHADO: atua há mais de 12 anos como palestrante motivacional em diversas regiões do Brasil. Considerado por vários Rhs de empresas, sites e revistas de gestão, como um dos palestrantes mais criativos e dinâmicos do Brasil na atualidade. Site:

MOTIVAÇÃO BASEADA EM CONHECIMENTO

Gerando mudanças duradouras e sustentáveis

Daniel Bizon

 

Já foi o tempo em que sonhar e prosperar ou acreditar em si mesmo era suficiente para motivar alguém. Sonhos, esperança e autoconfiança são muito importantes para todos nós. Mas novos tempos chegaram. Além da clássica posição defendida por muitos psicólogos de que ninguém motiva ninguém, estamos vivendo uma realidade bastante diferente das duas últimas décadas do século XX, época em que o assunto motivação surgiu com força total.

Naquele tempo, livros de autoajuda eram produzidos em série. Havia grande expectativa para a virada do século e certo misticismo em torno da chegada de um novo milênio. Havia principalmente, o profundo desejo por dias melhores. Nada mal. É natural que todos nós queiramos dias melhores. Somos merecedores.

            No entanto, as bases essenciais da motivação vêm se transformando. Sou palestrante profissional e há alguns anos pesquiso o comportamento humano por meio de experiências práticas, vivência e estudo. Faço palestras em todo o país e no exterior e posso afirmar que não há mais como motivar por meios meramente emocionais. Explico por que; porque a motivação provocada somente pela emoção não é duradoura e muito menos sustentável. O que as pessoas precisam para a vida e para os negócios é essencialmente de motivação baseada em conhecimento. Somente enxergando como fazer algo é que realmente poderemos transformar sonho, esperança e autoconfiança em motivação e em resultado.

            Quanto mais o tempo passa, mais complexo o cenário social e econômico vai ficando. O mercado brasileiro continua cheio de oportunidades. Sobram empregos, faltam profissionais realmente competentes (e não qualificados como ouvimos falar). Um mínimo de pessoas tem educação financeira. E a maioria das escolas ainda prepara pessoas para o vestibular (e não para a vida).

            Atitude é muito importante, mas algumas perguntas nos fazem refletir: como é que alguém vai ter motivação para crescer na vida pessoal se ela não souber como fazer o próprio dinheiro trabalhar a seu favor? O que as pessoas precisam é de educação financeira. Como é que as pessoas vão ter esperança de dias melhores se não souberem como tornar suas carreiras mais valiosas, na prática? O que as pessoas precisam é de trabalhar no que são boas, no que têm talento e investir em conhecimentos que valorizam a carreira. Como é que empresários serão motivados se não souberem como fazer para que suas empresas vendam mais e mais? O que empresários precisam é saber como aumentar os lucros e reduzir os custos, além de saber como transformar suas empresas numa fábrica de inovação contínua.

            Chegou a hora do conteúdo prático. Chegou a hora do saber como fazer. Motivação sem conhecimento é mero paliativo. Não é à toa que a era atual é chamada de era do conhecimento. É tempo de motivar pelo saber, pelo conteúdo prático e aplicável. O conhecimento é a resposta da humanidade aos seus desafios e também, a maior alavanca para a verdadeira motivação.

“10 Anos do Brasil no K2”

Início da Expedição

“10 Anos do Brasil no K2”

Estimados Amigos,

Enquanto muita gente está na expectativa da Copa do Mundo da África do Sul, eu e o Irivan só pensamos nas montanhas do Paquistão, nem queremos saber de futebol.

“Expedição 10 Anos do Brasil no K2” começa no dia 5 de junho e só termina final de agosto, ou seja, vamos antes da Copa, e só voltamos depois. Se muita gente vai pular de alegria ou chorar de raiva, em razão do nosso sucesso ou vexame na Copa, só vamos saber depois. Francamente, para mim isso é um grande alívio!

Não é porque não gostamos de futebol, mas com certeza porque já teremos emoção mais do que suficiente ao enfrentar duas das maiores montanhas do mundo, o Hidden Peak (8.060m, a 11ª) e o Broad Peak (8.047m, a 12ª).

Estamos na maior correria, cuidando de uma série de detalhes necessários para os quase três meses de viagem. Eu já estou a boas semanas sem dormir direito, dividindo o precioso tempo com a realização de palestras e treinamentos.

Maio foi um mês muito bom, realizei um total de onze palestras, o que nos garantiu cobrir praticamente todas as despesas que teremos com a expedição, já que estamos indo sem nenhum tipo de patrocínio. Quero, como sempre, deixar aqui o meu sincero agradecimento a todas as empresas que me contrataram para as palestras, elas estão nos ajudando a continuar elevando o Brasil às alturas!!!

Daqui do Brasil somos apenas eu e o Irivan, mas no total somos em 8 pessoas (Hernan Wilke da Argentina e sua esposa Mônica da Colômbia + Lucho e Maria da Colômbia + Duncaj e Rodrigo da Guatemala), estamos dividindo os custos para que seja viável a expedição. Nós brasileiros vamos enfrentar o Hidden Peak e o Broad Peak, os nossos amigos latinos vão encarar o Hidden Peak com a gente, e depois enfrentarão o Gasherbrum II (8.035m). Lembro que eu já enfrentei o Hidden Peak (também chamado de Gasherbrum I) em 1999, quando cheguei até os seus 7.100m de altitude – o Gasherbrum II enfrentei na mesma oportunidade até o seu topo.

Todo o grupo vai se reunir no dia 14 de junho em Islamabad, capital do Paquistão. Antes eu e o Irivan vamos passar uma semana na Itália, treinando na região do Monte Rosa (4.634m), onde também aproveitaremos para comprar os equipamentos e comidas necessárias para os acampamentos superiores.

Espero que todos fiquem ligados no meu site, onde as novidades estarão sendo divulgadas via satélite a cada semana. Também vale a pena ler ou reler o meu livro “Um sonho chamado K2” (Editora Record), pois a escalada do K2 foi a mais marcante da minha vida e só lá nas entrelinhas deste belo livro que você vai conseguir entender o quanto foi grandiosa essa experiência.

Mesmo que o mundo todo esteja ligado na bola que vai estar rolando na África do Sul, esperamos contar com a sua torcida. Seremos apenas dois, mas com o coração verde e amarelo batendo de emoção em cada metro superado, pois sabemos que a Bandeira que levamos no peito é de todos NÓS!

Um grande e sincero abraço,

Waldemar Niclevicz

O Futebol é Mágico

O futebol é mágico, esplendoroso e apaixonante!! Passei minha vida inteira conhecendo pessoas que dedicaram suas vidas ao futebol. Pessoas que, dentro de sua simplicidade, em suas profissões do dia a dia, jamais deixam de estar conectadas aos campeonatos.

Para estas pessoas, o hiato do final do campeonato nacional e início do estadual (dezembro e janeiro) demora um século. É um período triste, sofrido e amargurado, no entanto, de conexão com as contratações e mudanças no plantel de seus times do coração!

Outras tantas não ligam em nenhum momento para o esporte! Não sabem nem sequer quem é o goleiro de seu time… Mas em época de Copa do Mundo, tudo muda!! Vestem orgulhosamente a camisa amarela, conhecem jogadores pelos nomes, elegem seus ídolos e  até acompanham treinos preparatórios ao vivo na TV!

Clima de Copa: é agora! Está começando!! Reparou nos comerciais de TV? Grande parte já está apelando para o e vento! Isso sem falar que, mesmo após a Copa de 2010, passaremos quatro anos respirando a atmosfera de 2014 da Copa no Brasil!!

Há algumas semanas, vasculhando livros na casa dos meus pais, deparei-me com um livro da minha infância. É o Manual do Zé Carioca (Ed. Abril 1974–1978). Uma delícia de publicação, dedicada ao público infantil, abordando tudo do mundo do futebol! Com uma linguagem simples e muito bem escrita, permitia entretenimento e informação para crianças da época! Os manuais deveriam voltar, com uma nova roupagem para nossos filhos!

Viajei para aqueles anos do final da década de 70 e início dos anos 80!

Não tínhamos computadores, não tínhamos comunidades virtuais. Tínhamos a convivência harmoniosa da nossa comunidade! E em Copa do Mundo essa convivência era potencializada em situações até mais intensas que em festas de final de ano!

Arrecadávamos contribuições com a vizinhança para enfeitar postes, pintar a rua, comprar fogos (ai)… Tudo acabava numa maravilhosa festa junina na rua com pipoca, quentão, fogueira… Todos à noite, agasalhados, mostrando a camiseta amarelinha por baixo.

Aliás, a camiseta amarelinha não era de grife… Era comprada na feira, super simples, no entanto, carregava um orgulho que nenhuma grife consegue fazer nos dias de hoje! Amávamos nossa seleção!!

Lembro-me em 1982, após a derrota para a Itália… aquele 5 de julho ficará para sempre em minha memória… todos chorando, enxugando as lágrimas nas camisas amarelinhas,  soluçando e cobrindo uma bateria de fogos para usar em outra ocasião. Havíamos preparado um “foguetório” no terreno do “Seu” Siqueira, pois o país inteiro tinha a certeza de nossa vitória!

“Seu” Siqueira morreu dias depois e alguns dizem que foi de tristeza… pode ser…

O tempo passou (e passa muito rápido mesmo…). Quem diria, hoje faço palestras ao lado de Careca e Oscar Bernardi, zagueiro e Capitão daquela Seleção. Muitos dizem que foi a melhor seleção de todos os tempos!

O Oscar e o Careca (um dos maiores atacantes do nosso futebol), falam das experiências das Copas, bastidores e incontáveis vitórias por todos os clubes que passaram (desde os campeonatos regionais às vitórias de Careca ao lado de Maradona no Napoli da Itália). Eu aproximo o “futebolês” com o dia a dia corporativo! Procuro transformar a retranca numa goleada de resultados!

“Bem amigos”, VAI COMEÇAR DE NOVO!  Agora, muito mais interativa, muito mais em tempo real, com informações de resultados, torpedos, fofocas, lances e até transmissões ao vivo a um clic de nós, em PCs, celulares, etc.

Vamos usar toda essa tecnologia sem esquecermos-nos das palavras que abrem o Manual do Zé Carioca: “… nascidos nesta terra já começam a chutar bola antes mesmo de aprender a ler… Essa paixão nacional pelo futebol teria mesmo que produzir seus frutos e o resultado está ai: no mundo inteiro, falou futebol, falou Brasil. Então… bola prá frente pessoal, ou melhor: bola na rede!!”

Dill Casella