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SUSTENTABILIDADE MENTAL

 

 

Que coisa boa nosso querido planeta se atentando cada vez mais para uma tomada de consciência de quem somos, para onde vamos e, portanto, do que estamos fazendo atualmente com a vida como um todo. É uma maravilha. É uma evolução.

 

Não tenho o menor receio de dizer que estamos evoluindo. Estamos evoluindo através das grandes dificuldades que sempre nortearam o aprendizado da nossa sociedade e que agora não está sendo diferente: revoluções, guerras, conflitos e os conseqüentes usos do poder pelas Igrejas, Governo, Políticos e as Empresas, sendo esta última, a mais ou uma das mais poderosas organizações atualmente.

Com o poderio das empresas, vieram junto o grande uso das riquezas naturais, “justificadas” pelo consumismo “injustificável”, pois este é capaz de eliminar a própria existência.

 

Podemos passar nossos olhos pela visão macro e micro.

A visão macro, muito bem definida no vídeo “ a história das coisas” (http://video.google.com/videoplay?docid=-7568664880564855303#), nos deixa bem impotentes por se tratar do sistema do consumismo em funcionamento, comandados pelos Governos e grandes Corporações, que passam a imagem de provedores da vida, e que não deixa de ser verdade, mas a qual preço?. E aí o que podemos fazer?

 

Somos, em geral, uma pequena peça neste grande jogo da vida. Que bom, como já disse no 1º parágrafo, que há uma grande tomada de consciência e individualmente podemos tomar as nossas atitudes de contribuição.

É onde podemos olhar pelo ângulo do micro. Posso ser um cidadão consciente que faça contribuições localizadas, como em casa, dentro da empresa, numa ONG, no bairro e assim por diante: economizo água, reciclo consumo menos, não compro de determinadas marcas e etc.

Mas ainda existe uma sustentabilidade que vai, além disso, tudo: é a sustentabilidade mental.

Uma coisa é ser um ser sustentável em atitudes externas, que, aliás, já é muito bom. Outra coisa e situado num nível acima é ter sustentabilidade mental. É viver valores bons e bem definidos para poder dar a sustentabilidade na construção de base para um mundo melhor. São as intenções, localizadas no mais profundo íntimo do seu ser e que te norteiam no dia a dia. Vejamos:

Que dizer de um ator ou atriz, que em nome da arte entrega-se aos despropósitos das sensações grosseiras, arrastando multidões fanatizadas aos abismos morais?

Ou de um sacerdote, ou pastor ou pregador espírita, muçulmano ou israelita que usa a palavra da sua fé como espada de separação ou de sedução de pessoas para crimes sexuais ou políticos ou para usurpar o dinheiro dos outros?

Ou dos maledicentes e acusadores duros, que somente vêem e comentam o que pode destruir e infelicitar, tão presentes em qualquer organização, para conseguir mais espaço, mais poder?

Uma coisa é a sua sustentabilidade externa, visível, que é boa e precisamos. Outra coisa é a sustentabilidade de atitude mentais capazes de gerar um novo mundo. Se novo mundo é muito, então que gere um novo país. Se ainda é muito, que gere uma nova empresa ou uma nova área. Se ainda é pensar alto, então que gere uma nova família ou menor ainda uma nova relação a dois ou simplesmente aquela sensação de fazer a sua parte de forma digna nas relações como um todo, porque a evolução é individual e a cobrança da vida não aceitará desculpas na eternidade da existência.

 

 

                              Reinaldo Rizk

                       Sócio Fundador do Toque de Areia

        Empresa especializada em Teatro Treinamento desde 1993.