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AFINAL,POR QUE ?

 

Em tantas andanças, por tantos anos e por tantas empresas, fica claro, para mim, e infelizmente, a dificuldade de se obter um clima amistoso, confiável e cooperativo entre as pessoas de um departamento ou de uma organização como um todo.

Quanta dificuldade para se adquirir e vivenciar uma grande competência: a empatia!

Empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, de ver um ângulo das coisas, além do seu.

Quanta falta de produtividade e de bem estar desperdiçados por este oposto a empatia: o egoísmo ou “a vida olhada apenas para seu umbigo”.

É provável que muitos pensem: ”também, o cara é muito folgado” ou “este chefe é muito chato” ou “ele quer tudo para ontem, quem ele pensa que é?”

Na empatia existem outros componentes inerentes a ela: desejar o melhor, querer a paz em relação à discórdia, negociar soluções.

Além de empresário do ramo de treinamento através do teatro, sou esportista e, portanto, não cultuo a inocência ou a ingenuidade. Se, no futebol você entrar numa dividida sem tônus na perna, você pode quebrá-la, mas isto não significa que tem que ser violento, mas apenas firme.

Se você pertence às áreas administrativas ou de apoio e recebe solicitações da área operacional ou comercial e com isso estas solicitações te atrapalham ou entopem a sua rotina, faça uma escolha: paz ou discórdia, negociar ou reclamar, empatia ou egoísmo.

Mas, afinal, por que relutamos tanto em cooperar e sermos empáticos?

Ouço muito a famosa frase de defesa: “mas eu já tentei de tudo?”  E dizem, ainda: “com esta empresa, com estas pessoas ou com ele especificamente, não dá!” Vou te dizer uma coisa arriscando a ser mal compreendido: você deve ter tentado apenas com seus próprios recursos habituais e automáticos, da mesma forma de falar que utiliza no seu dia a dia e provavelmente com pouca paciência e desejando resultado imediato.

Se você não muda suas estratégias e sua forma de se comunicar e tolerar, por que o outro deveria mudar, assim, como um passe de mágica? Este passe de mágica pode até acontecer, se você estratejar, se você mudar.

Já imagino os contra argumentos: “quer dizer que devemos tratar as pessoas como folhas de estufa, com alta delicadeza, se não elas murcham?” Não, não é isso. Devemos ser firmes, mas não violentos. Devemos saber que empatia é uma competência que se aprende e se aperfeiçoa, que, aliás, vale ouro. Devemos saber que não são só os outros que tem dúvidas, receios, traumas, desconfianças. Nós também, você também, mas nem sempre nas mesmas coisas. Daí a necessidade da empatia.

Afinal, Por quê?

É uma falta de competência da alma humana, pois em qualquer grupo acontecem as mesmas dificuldades. Em família pode ser até pior, o que é lamentável!

A empatia pode ser aperfeiçoada e deve para o bem geral. Então TREINE-A. Experimente falar diferente, ver outro ângulo, levar em conta outros aspectos que não costuma considerar e desenvolva esta enorme competência. Afinal, por que não tentar?

 

Reinaldo David Rizk

 Fundador da Toque de Areia de Teatro Empresarial